Tratamento de Microvasos

Tratamento de varizes com espuma: como funciona e quando é indicado

Entenda como funciona o tratamento de varizes com espuma, para quais casos ele pode ser indicado e o que esperar da recuperação.

Dra. Livia Lyra

Cirurgiã Vascular — CRM-MG 48951

3 min de leitura

Atualizado em 23 de junho de 2026

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Tratamento de varizes com espuma: como funciona e quando é indicado

Se você pesquisou sobre tratamentos para varizes, provavelmente já encontrou informações sobre a espuma.

Algumas pessoas a conhecem como “aplicação de espuma”.

Outras ouviram falar que ela pode ser utilizada em varizes grossas ou até na veia safena.

Mas também existem muitas dúvidas:

  • A espuma funciona?
  • Ela substitui outros tratamentos?
  • O procedimento dói?
  • Os resultados são definitivos?

A resposta é que a espuma é uma ferramenta extremamente útil na medicina vascular moderna. Mas, como acontece com qualquer técnica, seus resultados dependem muito da indicação correta.

O que é o tratamento com espuma?

A espuma é produzida a partir de um medicamento chamado esclerosante, misturado ao ar ou a gases específicos, formando uma espuma fina.

Quando injetada dentro da veia, ela provoca uma reação controlada na parede do vaso.

Ao longo do tempo, a veia tratada deixa de funcionar e é gradualmente absorvida pelo organismo.

Em termos simples: o objetivo da espuma é fazer com que a circulação deixe de passar por uma veia que já não está funcionando adequadamente.

Para quais casos a espuma pode ser indicada?

A espuma pode ser utilizada em diferentes situações, como:

  • algumas varizes calibrosas;
  • veias residuais após outros tratamentos;
  • determinados casos de insuficiência da safena;
  • pacientes que apresentam contraindicações a procedimentos mais invasivos;
  • situações em que se busca uma abordagem menos agressiva.

A indicação depende das características da circulação e dos objetivos do tratamento.

A espuma pode tratar a safena?

Sim. Em alguns pacientes, a espuma pode ser utilizada para tratar a insuficiência da safena.

Entretanto, isso não significa que ela seja automaticamente a melhor opção para todos os casos.

Hoje dispomos de diversas técnicas para o tratamento da safena, como:

  • endolaser;
  • radiofrequência;
  • tratamentos não térmicos;
  • espuma.

A escolha depende de fatores como:

  • anatomia da veia;
  • calibre;
  • sintomas;
  • expectativas do paciente;
  • características individuais da circulação.

Por isso, o mais importante não é perguntar: “Qual é a melhor técnica?”, mas sim: “Qual é a técnica mais adequada para o meu caso?”

O procedimento dói?

Na maioria das vezes, o tratamento com espuma é bem tolerado.

Pode existir algum desconforto durante a aplicação ou uma sensação de endurecimento e sensibilidade em algumas regiões nos dias seguintes.

Mas, de forma geral, a recuperação costuma ser bastante tranquila.

Vou precisar de repouso?

Na maioria dos casos, não.

Os tratamentos modernos de varizes geralmente permitem que o paciente retome rapidamente as atividades habituais.

Inclusive, caminhar costuma fazer parte das recomendações após o procedimento.

As orientações específicas dependem da extensão do tratamento e das características individuais de cada paciente.

A espuma elimina as varizes para sempre?

Essa é uma pergunta muito importante.

A espuma pode tratar adequadamente as veias selecionadas.

Mas as varizes fazem parte de uma doença crônica e progressiva.

Isso significa que novas alterações podem surgir ao longo dos anos em pessoas predispostas.

Por isso, gosto de explicar que tratamos a circulação em ciclos e acompanhamos sua evolução ao longo da vida.

Quais são as vantagens da espuma?

Entre os possíveis benefícios estão:

  • tratamento minimamente invasivo;
  • recuperação rápida;
  • possibilidade de tratar diferentes tipos de veias;
  • realização em ambiente ambulatorial em muitos casos;
  • boa tolerabilidade na maioria dos pacientes.

Existem limitações?

Sim. Nenhuma técnica é perfeita para todos os pacientes.

Em algumas situações, outras abordagens podem oferecer vantagens importantes.

Por isso, a decisão não deve ser baseada apenas na técnica em si, mas no entendimento global da circulação.

Uma boa indicação costuma ser mais importante do que a escolha de um método isoladamente.

Como explico isso aos meus pacientes

Costumo dizer que a espuma é uma excelente ferramenta da medicina vascular moderna.

Mas ela é uma ferramenta.

Assim como um cirurgião não utiliza o mesmo instrumento para todas as situações, nós também não utilizamos a mesma técnica para todos os pacientes.

O melhor tratamento é aquele que faz sentido para a sua circulação.

Como penso o tratamento com espuma

Na minha prática, procuro individualizar bastante a indicação.

Existem pacientes que se beneficiam enormemente da espuma.

Existem pacientes que terão melhores resultados com outras técnicas.

Meu objetivo não é defender uma técnica específica.

É entender a doença venosa como um todo e construir um plano de tratamento adequado para cada pessoa.

Resumo

O tratamento com espuma é uma técnica minimamente invasiva que pode ser utilizada em diferentes tipos de varizes e, em alguns casos, na insuficiência da safena.

Ele costuma apresentar recuperação rápida e boa tolerabilidade, mas a indicação deve ser individualizada.

Mais importante do que escolher uma técnica isoladamente é compreender como está a circulação e definir qual estratégia faz mais sentido para cada paciente.

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Sobre a autora

Dra. Livia Lyra

Cirurgiã vascular (CRM-MG 48951 / RQE 29203), referência no Brasil em tratamento moderno de varizes. Atende em Nova Lima (BH).

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